CIPA ACESSO
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A complicada tarefa de pedir um aumento!
terça-feira, 13 de julho de 2010
VOCÊ É HANDS ON/ MÃO NA MASSA?
Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. A empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico. Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificaçã o, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico... Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno... E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade. Seu Borges: -- Fabiana , eu quero três cópias deste relatório. Fabiana: -- In a hurry! Seu Borges: -- Saúde. Fabiana: -- Não, Seu Borges, isso quer dizer 'bem rapidinho'. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás , desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português? Seu Borges: -- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias? Fabiana: -- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática. Seu Borges: -- Não, não.. Cópias normais mesmo. Fabiana: -- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos. Seu Borges: -- Fabiana , desse jeito não vai dar! Fabiana: -- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar. Seu Borges: -- Como assim? Fabiana: -- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético. Seu Borges: -- Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias. Fabiana: -- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro... Seu Borges: -- Futuro? Que futuro? Fabiana: -- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada. Seu Borges: -- Fabiana , eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada! Fabiana: -- Sei. Mas o senhor é hands on? Seu Borges: -- Hã? Fabiana: -- Hands on....Mão na massa. Seu Borges: -- Claro que sou! Fabiana: -- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada. Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções: 1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. 2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas. Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel. Pessoas super qualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação. . só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava 'nóis vai' e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. - Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR. Max Gehringer Postado p/ Karyna Fabyula |
COMO VOCÊ IMAGINA QUE ESTARÁ DAQUI 5 ANOS???
quinta-feira, 17 de junho de 2010
À PROCURA DA LIDERANÇA!
Ao assistir pela 2ª vez o filme A procura da Felicidade, pude me surpreender novamente com a história de Chris Gadner, interpretado pelo ator Will Smith.
A perseverança do personagem é o tipo de mensagem a ser absorvida por todos nós, afinal para termos sucesso e êxito na vida não podemos desistir no primeiro degrau.
O filme é repleto de mensagens positivas, trata-se de um enredo emocionante onde Chris Gardner é um homem obstinado pela luta para sobreviver e sustentar seu filho. Entre cenas fortíssimas em que qualquer mortal desistiria de tudo no primeiro sinal de dificuldade, Gardner nos mostra o contrário e nos convida a enxergar uma nova realidade além daquela que já conhecemos. O personagem nos faz refletir a todo instante sobre os nossos valores morais e a perda da esperança.
A saga sofrida de Chris Gardner acontece quando ele perde seu emprego e é abandonado pela mulher, dessa forma passa a ter que cuidar do filho sozinho. No decorrer da história os dois passam por situações subumanas, como ter que dormir em um banheiro na estação de metrô e pressão financeira.
A mensagem do filme parece clichê, porém nada mais sábio e verdadeiro: NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS!
Chris Gardner não esmorece diante dos obstáculos, sem olhar para trás segue seu caminho com a mente positiva, acreditando que tudo passa.
Outro ponto que considero importante é que a opinião alheia não serve de parâmetro para o personagem.
Outra lição de vida é quando Gardner vê o sucesso dos outros com admiração, querendo buscar para si algo semelhante. Provavelmente, esta seja a essência da vida!
Um indicador de sucesso do personagem é que ele não se deixou corromper e perder o seu valor como homem íntegro que soube vencer barreiras inacreditáveis, tornando-se um empresário bem sucedido. Alcançando o sucesso em função de sua determinação e capacidade de administrar conflitos. Características mais do que necessárias e fundamentais para uma pessoa que deseja desempenhar um papel de líder.
Refletindo nessa linha de raciocínio, não podemos esquecer outro exemplo de liderança positiva destacado no livro O Monge e o Executivo.
A liderança não deixa de ser um grande desafio, um pouco de aprendizado e dom.
A presença de um líder no ambiente corporativo é fundamental para inspirar e motivar profissionais para buscar um desafio em comum.
No livro de James C. Hunter é citado o nome de grandes líderes como Martin Luther King, Ghandi, Nelson Mandela, todos à sua maneira cativaram e lideraram nações.
Com certeza a liderança é a principal idéia que o autor apóia.
A semelhança do personagem do livro, John Daily e Gardner são muitas, todos nós em algum momento passaremos por situações que nos fazem perceber que algo perdeu o sentido. Cabe a nós resgatarmos esse foco para seguirmos adiante.
No livro, John Daily percebe que está fracassado na vida pessoal e profissional. Para tentar superar essa crise existencial, sua esposa o convence de participar de um retiro sobre liderança em um mosteiro, onde aprenderá conceitos para melhorar sua capacidade de liderança.
Na busca pelo perfil ideal de um líder os personagens elegem algumas características importantes como, honestidade, comprometimento, bom ouvinte, respeito, incentivo, atitudes positivas.
Particularmente, não creio que livros de auto ajuda tenham muito que acrescentar, tudo é muito óbvio. Entretanto o autor surpreende ao definir e descrever cada um dos elementos de uma forma que parecer nova, onde liderança pode surgir em um ambiente corporativo ou na sua vida particular.
Ficou mais do que claro que um líder sozinho não é capaz de alcançar todos os resultados e resolver todos os desafios de uma empresa. É necessário formar equipes que trabalhem unidas para que os objetivos da companhia sejam concretizados.
Não sei qual impressão o livro causou nos meus colegas, mas em meus momentos de reflexão enxerguei a mensagem fora do âmbito profissional, quem sabe na melhoria das minhas relações com outras pessoas.
Complexo escrever um manual de “como se obter sucesso na vida”, provavelmente cada um tenha sua visão crítica, no entanto o livro e o filme nos fazem repensar conceitos sobre liderança como uma discussão inteligente abordando diversos aspectos.
Estimula a melhorar a prática da liderança em casa com a família e oferece bases reflexivas para o exercício da liderança no trabalho
Karyna Fabyula
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Um pouco mais sobre CIPA - Parte II
Entrevista concedida em 25 de abril de 2010 aos alunos da Faculdade Sumaré - Curso de Gestão de Recursos Humanos:
Entrevistada: Sra. Roseli Silva dos Santos Sousa - Membro da Brigada de Incêncio no Edifício Andraus em São Paulo
Entrevistadora: Assim como o Ed. Joelma, o Ed. Andraus foi cenário de uma grande tragédia envolvendo um incêndio. A Senhora saberia nos contar como isso aconteceu? Na época já existia uma brigada de incêndio?
Entrevistada: Eu não trabalhava aqui e, pelo que sei, não havia brigada de incêndio na época. A causa do incêndio foi devido a uma falha no disjuntor de um dos andares.
Entrevistadora: Na época do acidente a Legislação era outra, menos exigente. Qual o benefício que as novas normas trazem a qualidade de vida do trabalhador? A segurança do trabalho, no seu ponto de vista, influência na produtividade dos colaboradores?
Entrevistada: Não posso dizer que houve uma melhoria de 100%, pois o prédio já é bem antigo e, por esse motivo, não possui boa estrutura para receber dispositivos de alta tecnologia, como por exemplo, aqueles “Printings” (Sinalizadores contra incêndio e pânico). No começo deste ano houve um princípio de incêndio no 9º andar, e como foi em um dia de sábado, não havia quase ninguém no prédio. Hoje o trabalhador se sente mais seguro, portanto, não há motivo para diminuir a produtividade.
Entrevistadora: De acordo com informações obtidas, na época do incêndio, a tragédia poderia ter sido evitada se houvesse sinalização de segurança contra incêndio e pânico, iluminação de emergência, alarme de incêndio etc. Atualmente, como o Ed. Andraus está preparado para evitar novas catástrofes?
Entrevistada: Foram instalados hidrantes, é oferecida a devida orientação para as pessoas que trabalham no prédio, há escadas de emergência externas, além de vistorias permanentes nos andares.
Entrevistadora: Os funcionários possuem treinamentos periódicos junto à Brigada de Incêndio?
Entrevistada: Sim, a cada quatro meses.
Entrevistadora: Após o incêndio, quais as melhorias feitas no Edifício?
Entrevistada: Instalação de hidrantes, escadas de emergência externa e portas de aço anti-fogo.
Entrevistadora: De que forma o Ed. Andraus está preocupado em transmitir aos seus funcionários a importância da prevenção de acidentes?
Entrevistada: Através de treinamentos oferecidos pela brigada de incêndio.
Entrevistadora: Muito obrigada, Sra. Roseli, nós agradecemos imensamente a sua entrevista que muito colaborará para nosso projeto.
Muito obrigada, Sra. Roseli, nós agradecemos imensamente a sua entrevista que muito colaborará para nosso projeto.
Um pouco mais sobre CIPA
Entrevistado: Sr. Laércio Francisco Borges - Presidente da CIPA no Edifício Andraus em São Paulo
Entrevistadora: Sr. Laércio, nós, do curso de Gestão de RH da Faculdade Sumaré, estamos coletando depoimentos que possam nos ajudar a contar a história do desenvolvimento da CIPA , bem como a história da segurança do trabalho, motivo pelo qual estamos lhe procurando, e desde já agradecemos a sua disponibilidade em nos receber.
Entrevistado: É um prazer poder colaborar.
Entrevistadora: Queremos iniciar a entrevista com o senhor falando sobre sua carreira na Prefeitura, e como iniciou seu trabalho na CIPA. E há quanto tempo?
Entrevistado: Comecei na Prefeitura em 28/12/1995, e estou na CIPA desde 29/10/2008.
Entrevistadora: Onde acontecem as reuniões da CIPA? E com que periodicidade?
Entrevistado: No próprio Edifício Andraus, uma vez por mês.
Entrevistadora: Quantos são os membros que compõem a atual CIPA no Edifício Andraus?
Entrevistado: No início eram 28 membros, atualmente são 20 membros.
Entrevistadora: Em sua opinião, como os funcionários do prédio tem acolhido/interagido com a CIPA?
Entrevistado: Devido à falta de interesse pelo assunto, acredito que apenas cerca de 60% dos funcionários do prédio têm noção do que é a CIPA.
Entrevistadora: E os visitantes do prédio, sabem o que a CIPA tem feito pela segurança deles?
Entrevistado: Há a distribuição de folhetins.
Entrevistadora: De que forma alguém pode fazer alguma denúncia, crítica ou sugestão à CIPA dentro do Edifício Andraus?
Entrevistado: Nós utilizamos a intranet, porém, é pouco usado para este fim.
Entrevistadora: Como as pessoas podem colaborar com a CIPA?
Entrevistado: Fiscalizando e apontando alguma irregularidade, no que diz respeito a risco de acidentes e participando mais das reuniões da CIPA.
Entrevistadora: Explique, por favor, o que é Mapa de Riscos?
Entrevistado: Há um por andar e é um esboço que mostra através de níveis (alto/baixo) os riscos em todos os departamentos e seções do andar.
Entrevistadora: Quais são as atividades atualmente desenvolvidas pela CIPA no Edifício Andraus? O que está sendo implantado?
Entrevistado: Substituição dos móveis do escritório quando necessário. Os próprios funcionários informam algo que pode ser melhorado, observando se há alguma situação de risco no lugar.
Entrevistadora: Qual o histórico de atividades da CIPA no Edifício Andraus?
Entrevistado: A CIPA está no edifício desde29/10/2008, tendo feito seu papel da melhor forma possível.
Entrevistadora: Quais são as medidas tomadas pela CIPA no caso de uma determinada demanda (acidente ou situação de risco) dentro do Edifício?
Entrevistado: o edifício está preparado para situações de risco, sendo que, caso aconteça, a atitude a ser tomada pelo chefe de divisão e pelo administrador do prédio é não sair do local.
Entrevistadora: Em sua opinião, hoje em dia oferecer ao trabalhador melhores condições e segurança de trabalho é uma meta de todos.
Como o senhor vê isso?
Entrevistado: Nossa função é prevenir, sempre visando à segurança do trabalhador.
Entrevistadora: Assim como no Edifício Joelma, o Edifício Andraus foi cenário de uma grande tragédia envolvendo um incêndio. O Senhor já trabalhava aqui? Na época já existia um Comitê Interno de Prevenção de Acidentes?
Entrevistado: Eu não estava aqui naquela época, mas sei que não havia nem sequer escada de emergências externas.
Entrevistadora: Na época do acidente a legislação erra outra, menos exigente. Qual o benefício que as novas normas trazem a qualidade de vida do trabalhador? A segurança do trabalho, no seu ponto de vista, influência na produtividade dos colaboradores?
Entrevistado: Sim, o trabalhador produz melhor e com mais tranquilidade
Entrevistadora: De acordo com informações obtidas na época do incêndio, a tragédia poderia TR sido evitada se houvesse sinalização de segurança contra incêndio e pânico, iluminação de emergência, alarme de incêndio e etc. Atualmente, como o Edifício Andraus está preparado para evitar novas catástrofes?
Entrevistado: Toda e qualquer benfeitoria ou informação nova referente à prevenção de acidentes é repassado para os trabalhadores do prédio através de circulares, intranet e memorandos.
Entrevistadora: Por fim, queremos registrar a iniciativa da CIPA, quanto ao Projeto de Segurança no Trabalho, cumprimentamos seus idealizadores, e, em especial o senhor, escolhido para representá-los, não somente às funções próprias da Instituição, mas também no empreendimento cada vez maior da segurança e bem estar das pessoas.
Muito obrigada, Sr. Laércio, nós agradecemos imensamente a sua entrevista que muito colaborará para nosso projeto.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Acessibilidade: Um Ato de Amor ao Próximo!
Nunca o tema acessibilidade e inclusão social estiveram tão presentes em nossas mentes, vidas, nas tomadas de decisões.
Há bem pouco tempo, não existia uma iniciativa efetiva da sociedade ou políticas públicas para a inclusão dessas pessoas com deficiência no âmbito social ou de trabalho. Eram excluídas descaradamente, tratadas com desprezo e muito preconceito.
Nem sempre a falta de mobilidade de um membro, ou a falta de alguns dos nossos cinco sentidos nos privam de uma capacidade infinita de ter certas habilidades. Parece clichê, muitas vezes pessoas com algum tipo de deficiência desenvolve talentos intensos para demonstrar sua capacidade ao mundo, muito mais do que são capazes, são dedicados e extremamente inteligentes, sempre se reinventam e não deixam a desejar nas expectativas.
No entanto, o sucesso veio com a atriz Aline Moraes, interpretando recentemente a cadeirante Luciana, na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos. Uma modelo jovem e rica, que após um acidente fica tetraplégica. A princípio, a reação da personagem em saber que muitos dos seus sonhos não seriam realizados a tornou frustrada. No decorrer de cada capítulo, veio a superação brilhante. Transformar a dor em algo positivo pode parecer sublimação do sofrimento, mas é uma alternativa para se atingir os objetivos desejados. A personagem foi brilhante em querer viver na pele as dificuldades enfrentadas pelos cadeirante como, calçadas não adaptadas, banheiros sem as condições necessárias, transporte público e a falta de consideração e compaixão daqueles que podiam auxiliar, mas preferem e acreditam ser mais cômodo tirar o corpo fora, vivemos numa sociedade cega e hipócrita a dor alheia!
Quem não se lembra da cantora Cátia, fez sucesso nos anos 80 interpretando grandes músicas. Fez duetos com muitos outros cantores de sucesso, como Roberto Carlos. Para quem não se recorda, Cátia era uma cantora cega. Sua voz não desafinou por causa disso, muito pelo contrário, até hoje canta os mesmos acordes afinadíssimos.
Admiro o espaço televisivo que incentiva esse tipo de inclusão. Afinal, não é por que existe deficiência que não haverá sonhos e talentos a serem mostrados.
Quantos deficientes pitam, tocam instrumentos, dirigem, possuem uma vida totalmente independente.
Trabalhei com uma arquiteta surda!
O que me motivou ser assistente dela foi à determinação e história sua de vida. Ela ficou surda aos dezenove anos. Após uma discussão com o marido, ela disse que preferia ser surda a ouvir o que ela dizia. Não deu outra, no dia seguinte não ouvia mais nada. Essa arquiteta conta que o ponto mais crítico em se dar conta que não escutava nada, era não poder ouvir o choro de sua filha recém nascida.
As pessoas mais próximas não percebem que ela é surda, sua dicção é perfeita, faz leitura labial e desempenha um trabalho de decoração com muito capricho.
Sua determinação é tamanha, que hoje ela recuperou parte de sua audição por meio de um aparelho desenvolvido por médicos da USP.
A reação dela quando alguém diz algo que a desagrade é simplesmente desligar o aparelho!
Difícil compreender em que momento dentro da história de nossa sociedade foi estipulando certas diferenças. Vejo isso como um problema histórico muito grave. Nascemos presos entre dogmas e discriminações. Pergunto-me, quando morrermos não vamos para o mesmo buraco?! Parece chulo pensar dessa forma, mas é a realidade!
Ter amor ao próximo é demonstrarmos amor a nós mesmos, não sabemos o nosso dia de amanhã, a vida é tão chia de situações imprevisíveis e lições.
Muito do que ainda é feito hoje por pessoas deficientes, visam apenas o estato político, para depois ser veiculado em propagandas eleitorais. Ainda é feito com descaso, pouca vontade, sem atingir aqueles que necessitam mesmo desses recursos.
A inclusão deve partir de uma nova consciência, devemos enxergar uma nova realidade, livres de discriminações, melhorar o respeito e a diversidade. Promover a integração social é a melhor opção. Deve começar desde cedo, nas escolas. Lembro que quando comecei a estudar, podia contar nos dedos quantos deficientes estavam matriculados na escola, na minha sala não tinha nenhum. Uma educação especializada e focada nesse tipo de necessidades, inserir esses pequenos com dificuldades na sociedade para que desde crianças já se sintam acolhidos e incluídos nesse meio.
Tornar o ambiente mais acessível eliminando as barreiras sociais. Melhorando o ambiente físico, atenuando as limitações. São pequenas atitudes como o de manter a mente e corações abertos para tornar o ambiente de trabalho e social mais humanizado.